Segundo o coordenador do projeto, Antônio Balochini, “com a divulgação do portal, a equipe do projeto busca apoio de empresas para manter o programa e "antenar" as áreas atendidas pela ONG, ou seja, a periferia da cidade de São Paulo e comunidades menos favorecidas”.
Há atualmente 350 cadastros no site. A maior parte — 100 registros — é de São Paulo. Os dados de cada ponto são coletados pelos jovens participantes do projeto ou inseridos pelas pessoas responsáveis por oferecer o sinal livre e gratuito. “Buscamos parceiros para nos ajudar a aumentar ainda mais o número de registros, pois acredito que existam milhares de locais com esse tipo de benefício”, conta Balochini.
Curiosamente, não há no banco de dados do projeto WiFi Livre nenhum registro de hotspot de prefeituras e Estados. Para Balochini, uma divulgação maior da iniciativa pode estimular iniciativas do poder público a inserirem informações sobre seus pontos de acesso gratuito no portal WiFi Livre.
O portal foi projetado para que o usuário possa cadastrar um novo hotspot, independentemente da atuação da equipe do projeto. “No entanto, temos uma equipe de voluntários que freqüentam ou entram em contato com os estabelecimentos e os cadastram os mesmos”, complementa o coordenador.
A inserção é gratuita e em etapas simples. A pessoa interessada deve se cadastrar como usuário no sistema. A partir daí, já está habilitada a inserir novos registros. “Todos os cadastros são publicados somente após aprovação”, atesta Balochini.
Além de prestar um serviço público, divulgando dicas de locais com internet gratuita para os cidadãos, o portal também ajuda a ONG Meninos do Morumbi a se manter: estabelecimentos, como restaurantes, shoppings etc., que oferecem um ponto de acesso sem fio gratuito podem optar por ter maior visibilidade no site, comprando banners de tamanhos e exposições diferenciadas. “Isso contribui para a manutenção do portal e da área de tecnologia da Associação”, explica o coordenador.
Para conhecer melhor a iniciativa, clique aqui.
A ONG Meninos do Morumbi
O trabalho da Associação Meninos do Morumbi começou há 12 anos, apostando na música como alternativa para meninos e meninas pobres fugirem de um caminho muitas vezes fácil para eles: uso de drogas e delinqüência juvenil
Atualmente, a ONG é formada por mais de 4 mil crianças e adolescentes da cidade de São Paulo. A maioria é moradora de bairros pobres da capital paulista.
As apresentações do grupo misturam música e dança, incluindo ritmos como jongo, maracatu, funk, samba, maxixe e aguerê. O grupo já se apresentou fora do País inúmeras vezes. O mais recente grande show aconteceu há menos de uma semana: na quinta-feira, 13 de novembro, o grupo tocou na cerimônia de premiação do Grammy
Data: 17 de novembro de 2008
Autor: Maria Eduarda Mattar |