1.1. Inclusão Digital 
Inclusão digital é proporcionar a democratização de acesso às Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), criando condições para que os cidadãos sejam, de fato, incluídos na sociedade. Por essa razão, não se pode confundir inclusão digital com alfabetização digital, a qual está vinculada ao ensinamento básico dos recursos da informática.
O objetivo é proporcionar inclusão social, na qual
em que prevalece a redução das desigualdades socioeconômicas por meio de projetos comunitários, culturais e profissionalizantes, utilizando as TIC's e tendo a educação como meio para a efetivação dessa prática.
Para
incluir digitalmente, é necessário que sejam desenvolvidas atividades contextualizadas com a realidade da comunidade e, além disso, que sejam socializadas experiências por meio de recursos tecnológicos. A inclusão digital não só pode proporcionar processos de ensino e aprendizagem como também contribuir para a (re)inserção no mercado de trabalho. Nessa perspectiva, a educação aliada às tecnologias pode favorecer o desenvolvimento de uma consciência crítica nas comunidades, atendendo às necessidades emergentes das mesmas.
Curiosidade O Brasil possui várias ações de Inclusão Digital e uma delas é a implantação de Telecentros, uma parceria do Governo Federal com municípios, estados, instituições privadas e comunidades. Acesse o
Portal do Observatório Nacional de Inclusão Digital, leia mais sobre o programa e encontre o Telecentro mais próximo de você.
Você já leu Paulo Freire ? 
Paulo Freire (Paulo Reglus Neves Freire - *1921 +1997) foi um importante educador brasileiro que se preocupou com a consciência do educando sobre sua cidadania e seu papel na sociedade. Para o autor a educação é um ato político que deve buscar conscientizar as classes populares, chamadas por ele de oprimidas.
Sua principal teoria refere-se à pedagogia da libertação, a qual versa sobre essas convicções do autor e como a educação pode libertar os cidadãos oprimidos. O ponto de partida de seus estudos foi a alfabetização de jovens e adultos, buscando uma alfabetização crítica, que levasse o educando a renovar seus instrumentos de leitura, inserindo-se na sociedade.
Assim, a educação para Paulo Freire está sempre ligada à cultura e às práticas sociais. Dessa forma, as práticas pedagógicas tornam-se libertadoras, ao mesmo tempo em que problematizam o contexto dos alunos, baseando-se na inquietude do pensamento e tornando o indivíduo consciente de si e de suas ações. De acordo com o autor, o professor precisa ser consciente de sua autonomia, enquanto capacidade de decidir e assumir a responsabilidade de educar. Somente assim, o educador poderá respeitar a curiosidade e a linguagem do educando, flexibilizando e problematizando suas práticas.
Para saber mais:
CÁTEDRA PAULO FREIRE - PUCSP. Acesso em: 10 maio 2010.
CENTRO DE REFERÊNCIA PAULO FREIRE. Acesso em: 12 maio 2010.
CENTRO PAULO FREIRE DE ESTUDOS E PESQUISAS. Acesso em: 17 maio 2010.