7. Geração digital e convergência tecnológica
Há uma relação direta entre aquilo que a indústria dos dispositivos digitais produz e o que a sociedade digital demanda e, por isso, os fatores que contribuíram para a criação de modelos convergentes de comunicação não são apenas de ordem tecnológica, pois vivemos em uma sociedade digital que demanda diferentes usos em relação às TICs.
Como afirma Basso (2003), a geração atual de crianças e adolescentes, que se utiliza, constantemente, das ferramentas e dos serviços implícitos à rede Internet, e na qual busca, fora de um modo tradicional de pesquisar e de produzir, o que interessa às suas demandas, constitui a chamada geração digital.
Essa geração digital que “navega” pela Internet quer acessar repositórios de informações disponíveis em diferentes fontes, conversar trivialmente e conhecer pessoas, quer comunicar-se com amigos distantes e, principalmente, estabelecer, à distância, aprendizagem por meio de trocas colaborativas.
Uma das tendências dessa geração é não se fixar em um único dispositivo. Nessa espécie de “nomadismo” e na possibilidade de, nesse, constituir-se uma ética eclética, múltipla e diversa, cuja essência é a demanda, prevalece aquilo que se denomina convergência. As tecnologias convergem para criar novas tecnologias e novos produtos; os conceitos convergem para dar forma a conceitos completamente novos; as pessoas convergem para novas comunidades locais, globais, e virtuais (BASSO, 2003).
Diante de todo esse cenário digital, podemos considerar que a fruição dos jovens, causada pela convergência das mídias, provoca a formação de culturas distintas das culturas das gerações passadas?