6. Tecnologias: meio e mudança na educação
Como lidar com o instrumento (a técnica) que nos provoca a assumir essa nova visão de educação (mudança)?
Podemos, de fato, afirmar que as tecnologias são meio, apoio, suporte, que estruturam o modo de representar a informação. Com o avanço das redes, da comunicação em tempo real, dos portais de pesquisa, as tecnologias se transformaram em instrumentos fundamentais para a mudança na educação.
Vejamos, então, quais aspectos do meio se destacam quando a tecnologia se encontra na relação/integração com a educação:
• potencializa que o foco da escola não seja transmitir informações, mas orientar processos de aprendizagem;
• permite aprender em qualquer lugar e a qualquer hora;
• favorece flexibilizar os processos de ensinar e de aprender, abrir as escolas para o mundo e trazer o mundo para as escolas, em tempo real;
• propicia a representação da informação em múltiplas linguagens midiáticas.
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E, no aspecto social e da vida escolar sem acesso à Internet, que cenário se pode vislumbrar? |
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Escolas não conectadas são escolas incompletas (mesmo quando didaticamente avançadas).
Alunos sem acesso contínuo às redes digitais estão excluídos de uma parte importante da aprendizagem atual: do acesso à informação variada e disponível on-line; da pesquisa rápida em bases de dados, bibliotecas digitais e portais educacionais; da participação em comunidades de interesse, debates e publicações on-line; enfim, da produção de conhecimento colaborativo com pessoas, situadas em distintos espaços e tempo; da variada oferta de serviços digitais. |
Ainda que os alunos, em especial os das escolas públicas, tenham acesso limitado a essas tecnologias, o desafio atual dos educadores é que elas fazem parte do imaginário coletivo atual, das práticas sociais e entram na escola por meio das ideias e diálogos que permeiam os assuntos cotidianos, destacando-se, nesse contexto, as interfaces da Web 2.0.
O uso de tecnologias digitais conectadas à Internet, nas quais convergem outras tecnologias (televisão, rádio...), encontra nas redes de interação potencial para a criação de redes sociais e a participação em comunidades virtuais, cujo aspecto mais significativo é a “representação colectiva das narrativas, através da utilização do software social de edição e partilha, de que são exemplos as numerosas comunidades emergentes e os colectivos de conhecimento na Web” (DIAS, 2008, p. 1).
A convergência foi inicialmente entendida como um processo tecnológico que incorpora múltiplas características e funções em um único dispositivo. Posteriormente, passou a ser utilizada para descrever transformações que ocorrem em distintos ramos da atividade humana (tecnológico, industrial, científico, sócio-cultural, social e educacional), decorrentes das conexões estabelecidas entre informações hipermidiáticas e outros conteúdos disponíveis em fontes dispersas, os quais assumem diferentes formas conforme a mídia usada para representá-los.
Conforme Squirra (2005), o conceito de convergência foi empregado, primeiramente, pelos profissionais do campo da tecnologia. Posteriormente, passou para o campo das ciências humanas, assumiu novos contornos e expandiu-se para englobar as confluências das mídias e tecnologias em situações de uso.
A convergência assim concebida não ocorre somente através de artefatos tecnológicos (dispositivos), mas, sobretudo, nas estruturas mentais de cada pessoa por meio de sua interação social. Cada ser humano constrói seus conhecimentos e atribui sentido aos elementos que fazem parte de seu contexto a partir de informações apreendidas nas interações que estabelece com informações obtidas em distintas fontes e representadas em mídias diversas.
Desse modo, o conceito de convergência assume novos significados resultantes das complexas interações que as pessoas estabelecem com velhas e novas mídias e criam novos sistemas de mídias nos quais tudo se encontra interligado.
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Neste vídeo, você pode observar como diferentes culturas convergem ao mundo digital.
Reflita, a partir disso, como o estudo do currículo está implícito ao contexto da leitura do mundo (e de mundo).
Duração: 6min
http://www.youtube.com/watch?v=Pd7eR4J2C5E
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