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Etapa 1
Etapa 4 - Currículo e convergência
 

7. Tecnologias, sociedade e mudanças

 

 

Percebeu que não são as tecnologias que mudam a sociedade e sim os modos com que as pessoas se apropriam delas e as utilizam é que causam mudanças nos modos de pensar, agir e se relacionar no mundo e com o mundo, criando uma nova cultura, denominada de cultura digital?

 



À medida que incorporam as tecnologias ao seu fazer e pensar sobre o fazer, as pessoas mudam, provocam mudanças na sociedade e nas tecnologias, criando relações entre tecnologia, ciência e sociedade, que se interrelacionam e interferem mutuamente.

A educação, como fenômeno social, insere-se nesse processo e é compelida a repensar seu papel diante das mudanças provocadas pela convergência das mídias e tecnologias.

Ao relembrar a conexão e mútua influência entre o conteúdo e a forma de representação, salientamos a influência das mídias no desenvolvimento do currículo. Nicolas Negroponte, o grande visionário das mídias, deixa claro que “no mundo digital, o meio não é a mensagem: é uma das formas que ela assume. Uma mensagem pode apresentar vários formatos derivando automaticamente dos mesmos dados.” (NEGROPONTE, 1995, p.73).

O conteúdo das mensagens flui conforme os fatos são narrados, mas se alteram conforme os modos de interpretação de quem recebe a mensagem, pois emissores e receptores são todos participantes desse processo e as mudanças concretas na educação partem do desejo e envolvimento coletivo dos protagonistas do desenvolvimento do currículo em determinado tempo, lugar, contexto e com o uso dos instrumentos culturais que dele fazem parte.

As tecnologias de informação e comunicação são instrumentos culturais, caracterizados como linguagens de comunicação e representação do pensamento, que proporcionam novos modos de relacionar-se com o mundo, ensinar e aprender. Nesse sentido, a aprendizagem se desenvolve a partir das conexões que os alunos estabelecem entre si, em oposição à aprendizagem de um rol de conteúdos pré-fixados.

As narrativas curriculares, que se desenvolvem por meio de atividades interativas propiciadas pelas redes sociais de produção de conhecimento em coautoria, permitem a integração da escola em rede e a constituição de redes de escolas, bem como o desenvolvimento de novas interfaces para o conhecimento, criando condições favoráveis para a integração da escola – espaço formal de ensino e aprendizagem – com outros espaços de prática e produção de conhecimento.

 

 

Paulo Dias trata dessas ideias no texto:

DIAS, Paulo. Da e-moderação à mediação colaborativa nas comunidades de aprendizagem. Educação, Formação & Tecnologias; vol.1(1), Abril 2008. [Online].

Disponível em: http://eft.educom.pt/index.php/eft/issue/view/5 (consultado em 22.02.2009)

 


   
   

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